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HISTÓRICO DETALHADO DO 1º BATALHÃO DE INFANTARIA DE SELVA (AEROMÓVEL)

 

1754 - Companhia de Pedestres (criação)

          A criação da capitania de Mato Grosso em 1748 e de uma nova vila em 1750 (Vila Bela da Santíssima Trindade), fundada para ser a capital de Mato Grosso, efetivaram a permanência portuguesa na região durante o século XVIII.

           A capitania de Mato Grosso, portanto, foi composta por duas vilas, Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade, e povoados esparsos, arraiais, fazendas e estabelecimentos militares. Este vasto território foi representado pelos termos ou repartições do Cuiabá, referente à Vila Real, e do Mato Grosso, associado à região de Vila Bela.

           A Rainha D. Mariana recomendou ao primeiro governante da capitania D. Antônio Rolim de Moura Tavares (1751 - 1765) que a defesa e conservação dos limites deveria ser realizada aumentando a população e, consequentemente, o contingente militar, especialmente em Vila Bela onde todos os moradores aptos para armas deveriam estar alistados nas Companhias de Ordenança. Tal preocupação estava associada à estratégica posição da capitania como “chave e propugnáculo do sertão do Brasil pela parte do Peru”.

          Os corpos de Dragões deveriam ser compostos por homens brancos que não fossem casados com “mulheres mescladas”. Os Pedestres seriam formados por “bastardos, mesclados e caribocas e também de alguns índios que mostram desembaraço e esperteza bastante”. Os corpos de Aventureiros admitiam também “os que sendo brancos se achavam casados com negras caribocas ou mescladas; ou mulatos que em outra parte havia tido praça de soldados e ainda aqueles brancos” que “pela sua má figura” não eram aceitos como Dragões.

            A organização militar da capitania de Mato Grosso deve ser analisada a partir de dois aspectos fundamentais. O primeiro deles é a especificidade do território em questão: fronteiro e mineiro que, por suas dimensões, demandou particulares atenções da coroa portuguesa, pois a própria criação da capitania atuou no sentido de proteger o oeste do território colonial luso na América. Em segundo lugar deve-se notar que a dimensão territorial da capitania abrangeu biomas muito distintos: a floresta amazônica, o cerrado e o pantanal. Portanto, além da diversidade natural dos ecossistemas do interior do continente houve a divisão administrativa local definida pelos dois núcleos urbanos existentes durante quase a totalidade do período colonial: os termos, ou repartições, do Cuiabá e do Mato Grosso. Cada um desses termos foi encabeçado por uma vila; coube à Vila do Cuiabá ser a principal localidade de seu termo e à Vila Bela coube o posto de capital da capitania e localidade mais importante do termo do Mato Grosso.

            Referente ao aparelhamento dos corpos militares a capitania de Mato Grosso seguiu os clássicos padrões da organização militar portuguesa, dividida entre os corpos regulares (formados pela chamada tropa paga ou de linha) e as forças militares de serviços gratuitos (corpos de auxiliares ou milícias e corpos irregulares ou ordenanças).

        A força militar de serviço gratuito, à época, era composta de Companhia de Voluntários, denominada como milícias ou corpos de Auxiliares e as Ordenanças ou corpos irregulares. Já as Companhias de Dragões e de Pedestres formavam a tropa paga.

             A tropa paga, ou de linha, em tese recebia soldo, fardamento, armamento, ração, capim, cavalos, assistência médico-hospitalar e eram treinados e exercitados militarmente; era regulada disciplinarmente e deveria se dedicar apenas o exercício do serviço marcial.

            Na capitania de Mato Grosso, a documentação aponta que as praças das Companhias de Pedestres recebiam soldo e eram organizadas hierarquicamente por capitão, alferes, sargento, cabos de esquadra, anspeçada, soldado e tambor. Uma característica particular da formação desses corpos é que, na capitania de Mato Grosso, eram recrutados mulatos, caburés, índios e vários outros mestiços, sendo que esta organização militar foi criada em 1754, adida à Companhia de Dragões que havia sido criada três anos antes.

Referência Bibliográfica:
TULUX, Bruno Mendes. O PRESÍDIO DE MIRANDA E A DEFESA DO IMPÉRIO PORTUGUÊS NA FRONTEIRA SUL DA CAPITANIA DE MATO GROSSO (1797 – 1822). DOURADOS: UFGD, 2013.

 

1831 - Companhia de Pedestres (permanência)
           Lei de 30 de agosto 1831

           Em 1831, com a redução dos efetivos do Exército, fez sentir-se a falta de tropa na maioria das províncias, mesmo com a presença da recém-criada Guarda Nacional.

         Tal necessidade deu origem à organização dos corpos denominados pedestres e ligeiros, de pequeno efetivo, que, apesar de pertencerem ao Exército ativo, estavam fora da dependência direta do mesmo.

          Sendo que por meio da Lei de 30 de agosto de 1831, ficariam subsistindo os pedestres da Província de Mato Grosso, perpetuando a organização militar concebida por Rolim de Moura há cerca de 75 anos.

1831 - Corpo de Ligeiros de Mato Grosso
           Decreto de 22 de novembro de 1831 (Nova organização)

           Meses depois, no dia 22 de novembro do mesmo ano, um novo decreto instituiu a reorganização dos pedestres da Província de Mato Grosso, em um corpo de denominação Ligeiros.           

           Estas companhias foram embriões dos futuros batalhões de caçadores formados nas províncias que, pouco a pouco, chegaram ao seu apogeu na década de 1860.

            Os corpos de guarnição ou fixo desapareceram com a Guerra da Tríplice Aliança, suprimidos pelo governo, que incorporou seus homens às tropas de linha.

1841 - Batalhão Provisório de Mato Grosso
           Decreto nº 77, de 11 de junho de 1841

           Neste ano, foi determinado por meio de decreto que deveria ser organizado na Província de Santa Catarina o Batalhão de Caçadores nº 12 de 1ª Linha, com efetivo oriundo da Província de Mato Grosso. Em virtude do pouco efetivo remanescente, seria formado um Corpo Provisório com a denominação Batalhão Provisório de Mato Grosso.

1842 - Corpo Fixo de Caçadores
           Decreto nº 214, de 20 de agosto de 1842

          Em 1842, por meio do Decreto nº 167, de 14 de maio de 1842, seria aprovado o Plano de Organização dos Corpos do Exército do Império do Brasil, em circunstâncias extraordinárias, dando origem aos Batalhões de Caçadores Provisórios, sendo que dias após este ato normativo, em 20 de agosto do mesmo ano, por meio do Decreto nº 214, seria aprovado o Plano de Organização da Força Fora da Linha, no qual o então Corpo de Ligeiros seria transformado em Corpo Fixo de Caçadores, sendo este composto por quatro companhias.

           

1851 - Batalhão de Caçadores de Mato Grosso
           Decreto nº 782, de 19 de abril de 1851

           No ano de 1851, houve a reforma geral dos corpos fixos. O Decreto nº 782, de 19 de abril de 1851, aprovou o Plano de Organização dos Corpos do Exército do Império do Brasil, em circunstâncias ordinárias, tendo em sua organização os Corpos Móveis e os Corpos de Guarnição, contendo nestes últimos o Batalhão de Caçadores de Mato Grosso, composto por seis companhias de caçadores.

           Em 1860, extinguiram-se todos os pedestres do Império, sendo que a Província de Mato Grosso ainda possuía duas companhias à época.

1865 - 19º Batalhão de Caçadores
           Decreto nº 3.555, de 9 de dezembro de 1865 (Nova denominação)

            Declarada a guerra contra o ditador do Paraguai, o governo imperial, imediatamente, aumentou o Exército, ao mesmo tempo que abolia os corpos fixos ou de guarnição, incorporando seus efetivos à tropa de linha. Foram chamados às armas os guardas nacionais e, ao apelo dos poderes públicos à nação, responderam milhares e milhares de voluntários da pátria.

            Por meio do Decreto nº 3.555, de 9 de dezembro de 1865, os batalhões de infantaria passaram a receber uma numeração na sua identificação, sendo que neste mesmo ato normativo elevou-se o número de Corpos Móveis de Infantaria para 22, numerados de 1º a 22º, sendo os sete primeiros de infantaria pesada, fuzileiros, e os restantes de infantaria ligeira, caçadores. Desta forma, uma das organizações militares da Província de Mato Grosso passaria a ser denominada 19º Batalhão de Caçadores.

           Terminada a campanha, o governo imperial desmobilizou a Guarda Nacional e acabou com os corpos de voluntários. O Exército permanente continuou na sua maior parte com a organização anterior, sendo que a Infantaria permanecia somente com 21 batalhões. Em Mato Grosso, o 19º, o 20º e o 21º de Infantaria.

1888 - 19º Batalhão de Infantaria
           Decreto nº 10.015, de 18 de agosto de 1888 (Nova denominação)

        Em 1888, a Infantaria passou a ser organizada em 27 Batalhões de Infantaria, tendo sua organização instituída pelo Decreto nº 10.015, de 18 de agosto de 1888. Desta forma, o batalhão passaria a se chamar 19º Batalhão de Infantaria.

           

1908 - 15º Regimento de Infantaria
           Decreto nº 6.971, de 4 de junho 1908 (Nova organização)         

           Por meio do Decreto nº 6.971, de 4 de junho 1908, o Exército sofre uma remodelação completa, da qual se deve datar uma nova evolução. Estabeleceu outra vez as grandes unidades, acabando com os exíguos batalhões que vinham da Regência, dando-nos os regimentos de três batalhões ou de três grupos, que lembram, de certa forma, os do Brasil reino.

            Por essa reforma, o Exército passou a possuir 45 batalhões de infantaria, numerados de 1º a 45º, grupados aos ternos, seguindo naturalmente a numeração, em 15 regimentos; 12 batalhões de caçadores, de três companhias, numerados de 48º a 57º.

            A unidade do Mato Grosso para a ser 15º Regimento de Infantaria com sede em Nioaque-MT, composto pelos 43º, 44º e 45º Batalhões de Infantaria.

1915 - 45º Batalhão de Caçadores
           Decreto nº 11.498, de 23 de fevereiro de 1915 (Nova organização)
           Nova sede: Manaus-AM

         O Decreto nº 11.498, de 23 de fevereiro de 1915, ratificado pelo Decreto nº 12.739, de 7 de dezembro de 1917, alterou o plano de organização de 1908, suprimindo o 15º Regimento de Infantaria, cujos batalhões passaram a ser de caçadores, formando, assim, 21 unidades, numeradas de 37º a 57º,

            Este mesmo decreto de 1915, marca a transferência do 45º Batalhão de Caçadores para Manaus (ocupando as instalações do atual Colégio Militar de Manaus), fazendo parte da 1ª Divisão, guarnecendo as 1ª e 2ª Regiões Militares, com sede de comando em Recife. Desta forma, o dia 23 de fevereiro passa a ser considerado o aniversário da OM.

45 BC 1915

 

1919 - 27º Batalhão de Caçadores
           Decreto nº 13.916 de 11 de dezembro de 1919 (Nova denominação)

          Em 1919, o Decreto nº 13.916 de 11 de dezembro, reforça a distribuição da tropa por todo o território da nação. Restabelece-se uma das mais arraigadas tradições da vida militar: os Batalhões de Caçadores com numeração independente. O 45º Batalhão de Caçadores sediado em Manaus agora passa a ter denominação de 27º Batalhão de Caçadores.

27 BC 1919

1942 - Criação do NPOR
           Aviso Ministerial nº 2.342, de 11 de setembro de 1942

           O Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), de Manaus, foi criado consoante o Aviso Ministerial nº 2.342, de 11 de setembro de 1942. Com o apoio do Governo Estadual, foi instalado no prédio que abrigava o Grupo Escolar Marechal Hermes, situado à Rua José Clemente, quase esquina da Avenida Eduardo Ribeiro. Demolido na década de 1970, o GE cedeu lugar ao edifício da Rádio Rio Mar. 

           Com efetivo inicial de 100 alunos, o NPOR teve como primeiro diretor o Coronel Gontran Jorge Pinheiro Cruz e, como Instrutor-Chefe, o Capitão Luiz de França Oliveira. 

            A formatura da primeira turma de Aspirantes-a-Oficial de 2ª classe de Infantaria aconteceu em 25 de agosto de 1944. Nesta turma, foram diplomados apenas 45 alunos, dos quais o 1º lugar coube ao Aluno Roderick de Castello Branco. O Baile de Gala, tradicional dos festejos, foi realizado na sede do Ideal Clube.
            Com essa turma, porém, o Núcleo encerrou suas atividades. Apenas em 1964, de acordo com a Portaria nº 056-Res, de 25 de julho de 1964, retomou seus trabalhos ocupando o aquartelamento do então 27º BC, hoje 1º BIS (Amv). Desta forma, a segunda turma foi diplomada em março de 1966.

1962 - Mudança para as atuais instalações (Bairro São Jorge - Manaus)

            Como primeira Unidade militar de Infantaria na Amazônia, permaneceu por quase 50 anos nas mesmas instalações, onde atualmente fica o Colégio Militar de Manaus, até que em 25 de janeiro de 1962, teve sua sede transferida para o Bairro São Jorge, nas atuais instalações.

           

1969 - 1º Batalhão de Infantaria de Selva
           Decreto nº 65.134, de 11 de setembro de 1969 (Nova denominação)         

            Por meio do Decreto nº 65.134, de 11 de setembro de 1969, o 27º Batalhão de Caçadores para a se chamar 1º Batalhão de Infantaria de Selva, vindo a se consolidar como uma referência do Exército Brasileiro neste ambiente operacional tão complexo.

 1BIS 1969

 

1990 - Batalhão Amazonas (Denominação histórica) e Estandarte Histórico
           Portaria Ministerial nº 1.005, de 13 de dezembro de 1990

          

           Concedido ao batalhão a denominação histórica “Batalhão Amazonas”, como forma de reconhecer a ligação afetiva da organização militar com o povo amazonense.

        Tal portaria também concedeu o respectivo Estandarte Histórico com a seguinte descrição heráldica: “Forma retangular, tipo bandeira universal, com campo verde, representativo da Arma de Infantaria. Em abismo, um escudo peninsular português, partindo abaixo do chefe e filetado de ouro. Chefe de verde, carregado com uma trompa de caçador de ouro, contendo ao centro número 45 de ouro, evocando o 45º BC, sua Unidade formadora. Primeiro campo de branco, carregado com uma Cruz de Cristo em suas cores, representando a conquista da região amazônica pela coroa portuguesa; segundo em amarelo, carregado com uma cabeça de onça em suas cores, lampassada de vermelho, símbolo da Unidades de Infantaria de Selva. Encimando o conjunto, em arco de ouro, a denominação histórica: “BATALHÃO AMAZONAS”. Franja de ouro em toda a volta do campo. Laço Militar com as cores nacionais, tendo inscrito em caracteres de ouro, a designação militar “1º BTL INF SL”.

            Devido às suas ações no âmbito da Amazônia e do Brasil, o 1º BIS (Amv) foi condecorado com a Ordem do Mérito Militar, em 23 de agosto de 1971, e a Medalha do Pacificador, em 28 de junho de 2005, ambas por assinalados serviços prestados ao Exército e à Nação Brasileira, e a Ordem do Mérito Judiciário Militar, em 30 de março de 2007, pelos destacados serviços prestados à Justiça Militar da União.

Bandeira batalhão

 

1992 – Concessão de Distintivo de Unidade
            Portaria Ministerial nº 199, de 30 de março de 1992

            Por meio da Portaria Ministerial nº 199, de 30 MAR 1992, foi homologado ao 1º BIS pelo Ministro de Estado do Exército, o distintivo da Unidade com a seguinte descrição heráldica: “Escudo peninsular português, chefe de verde carregado com o distintivo da Arma de Infantaria, de branco. Campo de vermelho tendo em abismo a cabeça de uma onça, de amarelo e negro, símbolo representativo de selva, encimando a designação numérica da Unidade”.

Distintivo 1992

 

1994 - Tropa “Pronto-Emprego”          

            Neste ano, passa a ser considerado Tropa “Pronto-Emprego” do Comando Militar da Amazônia.

 

Pronto Emprego 1994

 

2000 - Força de Ação Rápida
           Portaria do Comandante do Exército n° 002-Res, de 24 de julho de 2000         

            Neste ano, recebe a designação de “Força de Ação Rápida” do Comando Militar da Amazônia.

 

Acao rapida 2000

 

2005 - 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel)
          Portaria n° 902, de 20 de dezembro de 2004
          Publicada no Boletim do Exército nº 52, de 23 de dezembro de 2004        

           Transforma, a partir de 1º de janeiro de 2005, o 1º Batalhão de Infantaria de Selva, em 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel), consolidando como de vocação Aeromóvel e sua capacidade de rápida mobilização e emprego.

            Neste mesmo Boletim, por meio da Portaria nº 893, de 23 de dezembro de 2004, o 1º BIS (Amv) é definido como Unidade de Emprego Peculiar, sendo apta a combater sob condições especiais de ambiente (sob condições climáticas altamente desfavoráveis ou em terrenos difíceis) sendo que, em certas circunstâncias, podem ser necessários equipamentos adicionais ou treinamento especializado, vinculando-o, para fins de orientação do preparo e do emprego, ao Comando de Operações Terrestres.

2021 - Inclusão da 1ª Brigada de Infantaria de Selva no SISPRON
           Portaria-COTER/C Ex no 020, de 9 de março de 2021

            No ano de 2021, o Exército Brasileiro, por meio da Portaria-COTER/C Ex no 020, de 9 de março de 2021, aprovou a Diretriz para as Forças de Prontidão Operacional (FORPRON) para aquele ano, oportunidade na qual incluiu a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl) (Grande Unidade enquadrante do 1° BIS (Amv)) às forças componentes do SISPRON, anteriormente composta por seis Grande Unidades integrantes das Forças de Emprego Estratégico.

            O Sistema de Prontidão Operacional (SISPRON) foi criado com o objetivo de manter tropas em permanente estado de prontidão operacional, as quais, uma vez certificadas, estarão em condições de serem acionadas para atuar em uma área definida, dentro de determinado prazo, prioritariamente em ações voltadas à Defesa da Pátria.

           

2023 – Atualização do Distintivo de Organização Militar
            Portaria DECEx/C Ex nº 160, de 5 de junho de 2023

           A Portaria DECEx/C Ex nº 160, de 5 de junho de 2023 aprovou a atualização do Distintivo de Organização Militar – Histórico e Bandeira-Insígnia do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) – 1º BIS (Amv) com a seguinte descrição heráldica: escudo português, filetado de ouro, chefe cortado por cotica de ouro, de vermelho e de azul-celeste, carregado com o Indicativo Militar da OM em ouro. Campo em vermelho, tendo em abismo a cabeça de uma onça, frontal, de dourado e negro; lampassada de vermelho, alumiada de verde, e denteada de branco, símbolo representativo de selva. Chefe deste campo, em verde; carregado com o distintivo da Arma de Infantaria, de branco, com detalhes dourados.

 

Distintivo 2023

  Bandeira insígnia

 

PRINCIPAIS OPERAÇÕES MILITARES

 

1924 - Deslocamento do Batalhão com destino ao Maranhão, para combater com os rebeldes que invadiram o estado do Piauí e perturbavam a ordem interna naquela região. Em setembro deste mesmo ano, o batalhão sufocava um movimento sedicioso em Óbidos-PA.

1926 - Deslocou-se em julho para o Maranhão a fim de combater rebeldes que invadiram o Piauí.

1932 - No contexto da Revolução Constitucionalista de 1932, o Batalhão é chamado à Itacoatiara e ali, mais uma vez, em lances épicos, o soldado amazonense reafirma sua bravura e inquebrantável espírito de luta.

          Naquele mesmo ano, em 10 de dezembro, face ao conflito entre Peru e Colômbia, o 27º BC seguiu como um todo para Tabatinga com a missão de impedir a invasão de nosso território, permanecendo naquela região até 4 de junho de 1933.

1944 - Embarcou no dia 9 de dezembro de 1944 com destino ao Rio de Janeiro, um contingente de 146 militares do 27º BC, composto por 2 (dois) 2º Sargentos, 5 (cinco) 3º Sargentos, 27 (vinte e sete) cabos e 112 (cento e doze) soldados, acompanhado por uma escolta comandada pelo 2º Ten R/2 Abelard da Silva Nunes, a fim de integrar a Força Expedicionária Brasileira que lutava nos campos da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

           Durante o combate em solo italiano, fez-se notório a morte do cabo oriundo do 27º BC, o qual pela bravura de seus atos foi condecorado com a medalha “Norte Americana”, entregue pelo general do Exército dos EUA, à sua irmã.

1962 - Missão de Busca e Resgate do acidente aéreo do Constellation da Panair do Brasil, PP-PDE.

            “O desastre com o Constellation deu-se a 40 quilômetros do aeroporto de Manaus, na madrugada do dia 14 de dezembro de 1962. Em consequência, foram necessários dez dias de marcha, em rotas diferentes, para que a clareira produzida pelo impacto da aeronave com o solo fosse encontrada pelas equipes de resgate da Força Aérea (FAB), do então 27º Batalhão de Caçadores, da Petrobrás, da Panair do Brasil, do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e outros que, na nunca perdida esperança de encontrar sobreviventes, enfrentaram todo tipo de adversidades características do interior da selva.”

1962 1

1962 2

1962 3

 

1964 - Participou ativamente da Revolução Democrática, por ação enérgica, firme pacifista cumprindo todas as missões que lhe foram confiadas, com acerto e equilíbrio, evitando derramamento de sangue, ao ocupar a Refinaria de Petróleo de Manaus, evitando que grupos radicais ameaçassem o abastecimento vital de combustível para toda a Amazônia.

1969 - Em janeiro e março deste ano transportou-se o Batalhão para o território de Roraima, onde ficou desdobrado na faixa de fronteira da Venezuela e Guiana, com a missão de preservar a integridade do solo pátrio e defender a vida e a propriedade de nossos cidadãos, ameaçados pelo conflito entre aqueles dois países.

1972 - Em 1972 e em todo o transcorrer de 1974, no desenrolar da Operação Marajoara (Guerrilha do Araguaia), volta empenhar a colaboração na preservação da liberdade do povo brasileiro, enviando inicialmente um pelotão, em maio de 1972 e, posteriormente, uma companhia de fuzileiros de selva reforçada no final do mesmo ano, quando ocorreu a morte do 2º Sargento Mário Abrahim, tombado em combate.

            Nos anos seguintes, o Batalhão passou a enviar para a região, núcleos militares que compunham as patrulhas contraguerrilha e após três anos ininterruptos de atuação, erradicaram os últimos focos de guerrilheiros desenvolvidos naquela região.

1985 - De setembro de 1985 a março de 1986, torna a empenhar-se na manutenção da segurança, liberdade e integridade do território Amazônico, efetuando a “Operação Uaupés”, onde seu emprego real teve início com reconhecimento e busca de informes ao longo da região denominada “Cabeça do Cachorro”, sendo constatadas incursões do grupo guerrilheiro M-19 em solo brasileiro. Foi deslocada uma companhia de fuzileiros de selva reforçada para ocupar as localidades de São Joaquim, Querari e Iauaretê.

           Durante esta operação de contraguerrilha, patrulhas do 1º BIS percorreram e reconheceram toda a área do Rio Içana e bloquearam as vias de acesso dos guerrilheiros para o território brasileiro.

            Arrojados e destemidos, contando apenas com o material e equipamento desgastados pelo uso constante e dependendo exclusivamente do suprimento aéreo dado pela Força Aérea Brasileira, os militares do 1º BIS defrontaram-se com todas as dificuldades impostas pela área de selva, provando seu preparo e adestramento na defesa do solo pátrio.

1991 - Operação Traíra. Foi uma operação conjunta entre os exércitos brasileiro e colombiano em resposta à ação covarde de guerrilheiros contra o Destacamento do Exército Brasileiro.

           “No dia 26 de fevereiro de 1991, nas margens do Rio Traíra, aproximadamente 40 homens integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), sob comando de Simón Bolívar, atacaram o Destacamento do Exército Brasileiro.

           O ataque era composto por três escalões. Um deles, sendo o apoio de fogo, permaneceu nas margens pertencentes ao país colombiano. Os outros dois escalões, de assalto, foram responsáveis pelo investimento no Destacamento. Primeiramente, efetuaram disparos precisos com utilização de atiradores que foram responsáveis pela eliminação das sentinelas. Em seguida, realizaram o ataque com a utilização de armas automáticas, sem chance de reação aos militares do Destacamento.

          A ação resultou em cinco mortes, sendo três militares do Destacamento brasileiro e dois garimpeiros clandestinos da Colômbia que estavam detidos. Além disso, a guarnição que era composta por dezessete homens, teve nove feridos.”

2006 - Participou do resgate na Serra do Cachimbo (Pará) das vítimas do maior acidente aéreo do Brasil - Voo 1907 da GOL - ocorrido em 29 de setembro de 2006.

2008 - Integrou o 9º Contingente da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) com 134 militares. Esta missão, chefiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tinha por objetivo garantir um ambiente seguro e estável ao país, a fim de contribuir para que os objetivos políticos e de direitos humanos pudessem ser alcançados.

2011/2012 - Integrou o 15º Contingente da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) com 149 militares. Esta missão, chefiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tinha por objetivo garantir um ambiente seguro e estável ao país, a fim de contribuir para que os objetivos políticos e de direitos humanos pudessem ser alcançados.

2014 - Copa do Mundo FIFA. O 1º BIS (Amv) atuou na própria sede, realizando a segurança de Estruturas Estratégicas da capital amazonense, de modo a garantir que os 4 jogos na Arena da Amazônia e demais eventos realizados na cidade transcorressem sem incidentes.

2016 - Olimpíadas Rio 2016. O 1º BIS (Amv) realizou a segurança das delegações no Hotel Tropical, de modo a garantir que os jogos de Futebol Feminino sediados na capital amazonense transcorressem sem incidentes.

2018 - Operação São Cristóvão. Teve por finalidade cooperar com o Comando Conjunto Amazônia para desobstruir as vias no estado de Rondônia (Rdv BR-364).

2017 - Operação Chaw’ Pã. Desenvolvida em três fases de janeiro a julho de 2017, teve por finalidade contribuir com o Comando Militar da Amazônia para restabelecimento da ordem pública nas dependências do Presídio Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, do Complexo Penitenciário Anísio Jobim e do Instituto Penal Antônio Trindade.

2019 - Operação Curare. No dia 21 de maio, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, deflagrou a Operação Curare que teve por objetivo o combate ao garimpo ilegal, crimes ambientes e transfronteiriços, além de intensificar a presença militar na Amazônia Brasileira.

2019 - Operação Verde Brasil. Esta operação foi deflagrada para realizar ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais direcionadas ao desmatamento ilegal e focos de incêndio, na Amazônia Legal.

2020 - Operação Curaretinga/Garimpo do Mutum. Realizar operações militares preventivas e repressivas na Terra Indígena Yanomami, nas calhas dos Rios Mucajaí, Couto, Magalhães, Catrimani e Uraricoera, e seus acessos dentro da faixa de fronteira legal, empregando os meios orgânicos presentes no estado de Roraima, recursos operacionais logísticos em coordenação com os Órgãos de Segurança Pública federais e estaduais, para coibir a prática de ilícitos transfronteiriços e ambientais nessa região e intensificar a presença militar na faixa de fronteira da Amazônia Brasileira.

2021 - Operação Puruê, atuação na fronteira com a Colômbia contra elementos dissidentes das FARC.

2021 - Operação Verde Brasil 2. Esta operação foi deflagrada para realizar ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais direcionadas ao desmatamento ilegal e focos de incêndio, na Amazônia Legal.

2023/2024 - Operação Roraima. Deslocou-se para o território de Roraima, onde se manteve desdobrado na faixa de fronteira da Venezuela e Guiana, com a missão de preservar a integridade do solo pátrio, diante da recente reinvindicação da Venezuela pela região de ‘Essequibo’. 

 

CÉLULA MATER DA INFANTARIA DE SELVA

 

            O 1º BIS (Amv) forneceu pessoal e material para a criação de diversas Organizações Militares na Amazônia, por isso é conhecido como a “Célula Mater da Infantaria de Selva”. Dentre as unidades, destacam-se:

           Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) - Manaus-AM: compôs o Grupo de Trabalho para a criação do CIGS. (O Centro de Instrução de Guerra na Selva foi criado pelo Decreto N° 53.649, 2 de março de 1964. Em 15 de outubro do mesmo ano, foi nomeada uma comissão de 3 oficiais do batalhão para fazerem parte do referido Grupo de Trabalho).

           4º Batalhão de Infantaria de Selva (4º BIS) - Rio Branco-AC: mobiliou a 4ª Companhia Especial de Fronteira. (Conforme Portaria Reservada nº 231, de 17 de dezembro de 1956, foi criada em Rio Branco a 4ª Companhia Especial de Fronteira, subordinada ao Grupamento de Elementos de Fronteira (GEF) da 8ª Região Militar).

           Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (CFSol/8º BIS): mobiliou a 7ª Companhia Especial de Fronteira. (Criada por meio do decreto nº 44.359, de 25 de agosto de 1958).

           53º Batalhão de Infantaria de Selva (53º BIS) - Itaituba-PA: compôs o destacamento precursor para a criação da OM. (Decreto nº 71.785, de 31 de janeiro de 1973).

           54º Batalhão de Infantaria de Selva (54º BIS) - Humaitá-AM: compôs o destacamento precursor para a criação da OM. (Decreto nº 71.785, de 31 de janeiro de 1973).

          Centro de Formação de Reservistas - Manaus-AM: A partir de sua criação em 2021, teve a maior parte do efetivo composto por militares do batalhão, além de ocupar provisoriamente as instalações do 1º BIS (Amv). (Criado pela Portaria – EME/C Ex nº 529, de 22 de setembro de 2021).

           4º Batalhão de Aviação do Exército - Manaus-AM: Em 1993, o Comando Militar da Amazônia criou o Destacamento Amazônia, embrião da Unidade de Aviação do Exército vocacionada para operar na região amazônica. As aeronaves permaneciam na região, mediante rodízio de tripulações, ficando acolhidos inicialmente nas instalações do 1º BIS, por períodos de trinta dias, quando retornavam para sua sede, em Taubaté-SP.

           

            O 1º BIS (Amv) participou da criação de diversos Pelotões Especiais de Fronteira na Amazônia, mantendo militares destacados para o início da construção das instalações dessas unidades militares:

            1º Pelotão Especial de Fronteira (Iauaretê-AM) - Comando de Fronteira Rio Negro/5º Batalhão de Infantaria de Selva (CFRN/5º BIS). (Inaugurado em 17 de junho de 1988).

            2º Pelotão Especial de Fronteira (Querari-AM) - Comando de Fronteira Rio Negro/5º Batalhão de Infantaria de Selva (CFRN/5º BIS). (Inaugurado em 1º de setembro de 1988).

          3º Pelotão Especial de Fronteira (São Joaquim-AM) - Comando de Fronteira Rio Negro/5º Batalhão de Infantaria de Selva (CFRN/5º BIS). (Inaugurado em 17 de junho de 1988).

            4º Pelotão Especial de Fronteira (Cucuí-AM) - Comando de Fronteira Rio Negro/5º Batalhão de Infantaria de Selva (CFRN/5º BIS). (Foi o primeiro PEF a ser estabelecido na região da “Cabeça do Cachorro”, tendo sua sede estabelecida no ano de 1940).

            2º Pelotão Especial de Fronteira (Ipiranga-AM) - Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (CFSol/8º BIS). (Originário do pelotão destacado, em 28 de abril de 1934).

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